O PUG



Difícil resistir a simpatia e encantamento desse pequeno grande cão. "Sua expressão é doce e alerta; quando excitado, os olhos parecem cheios de fogo" diz o trecho do padrão oficial da raça.

O pug é extremamente companheiro e mantém – se, sempre, ao lado do seu dono. Adora passear , seja para caminhadas (curtas) ou de carro. Normalmente, comporta-se muito bem.  Apesar de não ser um bom esportista, tenta fazer de tudo para acompanhar seu fiel amigo, e por isso , é necessário cautela, principalmente, nos dias quentes para que ele não se estresse (estresse respiratório) .


                                
                                 (foto: Juliet acompanhando seu dono em passeio ecológico)


É um cão bastante sociável, aceitando bem pessoas estranhas e lugares diferentes. Também aceita muito bem outros cães e outros animais. É ciumento com seu dono, mas depois de resolvido esse problema, aceita todos muito bem e gosta mesmo é de farrear.
Uma característica marcante desses cães é a capacidade de compreensão da linguagem , reconhecendo vários sons e palavras. Presta bastante atenção quando conversamos, sempre girando a cabecinha e apreciando quem esta falando.
 Não é um cão muito obediente, o que na minha opinião , não é fator limitante para sua inteligência.

Tem uma facilidade enorme para resolver pequenos problemas, e quando não consegue resolve-los sozinho dá um jeito de chamar a atenção do dono.
Para fazer com que seu cão seja obediente , você deve ser enérgico e firme. Mas mesmo desobedecendo certas ordens, é sempre muito discreto e não costuma incomodar. Mas ele gosta mesmo de ficar no sofá e na cama do seu melhor amigo, então se você não deseja isso, seja firme desde a juventude de seu cão.

 O latido do PUG , também, lhe é bastante peculiar.” O som, semelhante ao de um ronco, é entrecortado por grunhidos como se o cão estivesse engasgado”. Isso ocorre, provavelmente, devido ao focinho achatado limitar a propagação do ar no canal nasal. O som é mais grave e curto quando o Pug late para dar um alerta. Por outro lado, ao tentar se comunicar com alguém, o latido é mais agudo e comprido, parecido com um choro de criança.E ele adora tentar se comunicar.



A ORIGEM DO PUG




A verdadeira origem do Pug nunca foi rastreada, apesar de toda a pesquisa nesse sentido. De qualquer modo, parece não haver dúvidas de que o Pug é originário do Oriente, na China.


Um cão de “boca curta” pode ser rastreado aos tempos de Confúcio (551 a.C.), mas a crença é de que estes eram cães de caça e não de companhia. É difícil ter certeza uma vez que grande parte dos registros da história da China foi destruída pelo Imperador Ch’ in Shih (225 a.C.), ocasionando a informação disponível. A primeira referência clara parece datar de 732 d.C. época em que um cão “Ssuchuan pai” esteve entre as dádivas enviadas de um estado coreano ao Japão. “Pai” indicava um cão de carinha curta com pernas curtas. Relatos indicam que esses cães eram pequenos o bastante para ficar sob as mesas notoriamente baixas ao redor das quais os chineses se sentavam sobre tapetes.


Na província de Ssuchuan havia uma cidade importante chamada Lo-Chiang. A partir de 950 d.C., o cão Ssschuan pai passou a ser conhecido como “Lo-Chiang-sze” ou “Lo-Chiang”. Depois de um tempo ficou conhecido como “Lo-sze”, que no início do século XIX era a tradução chinesa para Pug. Lo-sze eram extremamente populares na China de 969 a.C. a 1153 d.C. durante a Dinastia Sung. Mas durante os séculos XIV e XV, na época da Dinastia Ming, perderam em popularidade para o gato.



Em função da tradução de documentos chineses ser complicada, temos de observar as gravuras daquela época e atentar para a aparência dos cães chineses. Ao que parece, nessa época, havia três tipos principais de cães na China: os Lo-sze, o Pequinês e o Cão Leão. Acredita-se que esses cães tenham sido Pugs, Pequineses e Spaniels Japoneses.


As principais características dos Lo-sze são: a pelagem curta e a elasticidade da pele – dois aspectos marcantes do Pug e atípicos dos Pequineses. Além disso, o aspecto mais desejado era a “Marca do Príncipe”, formada por rugas na testa com uma barra vertical, imitando a letra chinesa que significava “príncipe”. O botão ou faixa branca na testa também eram muito buscados nos Lo-sze, mas não tanto quanto as rugas. O focinho curto, a mandíbula quadrada e as orelhas pequenas também eram conhecidas, assim como a cauda enrolada.


Estou certa de que os Lo-sze devem ter sido os precursores dos Pugs contemporâneos. Algumas ilustrações antigas de Lo-sze chineses os mostram usando coleiras com sinos, uma moda que foi adotada na Europa muitos séculos mais tarde.






(Trechos traduzidos e adaptados por Sylvia Angélico do livro "The Complete Pug", de Ellen S. Brown)




        PADRÃO DO PUG: CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
                                         
                         Padrão Oficial da Raça   PUG (Padrão FCI 253  16/02/2011)

                                        Fédération Cynologique Internationale
                                                     
                                                          GRUPO 9


                                   CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA


  • Grupo 9 - Cães de Companhia
  • Seção 11 - Cães Molossos de Pequeno Porte
  • País de origem: China
  • País Patrono: Grã-Bretanha
  • Nome no país de origem: Pug
  • Utilização: Companhia

NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO
1 – Trufa                                13 – Perna                                           25 – Braço
2 – Focinho                            14 – Jarrete                                         26 – Ponta do esterno
3 – Stop                                 15 – Metatarso                                    27 – Ponta do ombro
4 – Crânio                              16 – Patas
5 – Occipital                           17 – Joelho
6 – Cernelha                           18 – Linha inferior
7 – Dorso                               19 – Cotovelo a – profundidade do peito
8 – Lombo                              20 – Linha do solo
9 – Garupa                             21 – Metacarpo b – altura do cotovelo
10 – Raiz da cauda                 22 – Carpo
11 – Ísquio                             23 – Antebraço a + b = altura do cão
12 – Coxa                              24 – Nível do esterno na cernelha
                       


  • APARÊNCIA GERAL: 

decididamente quadrado e robusto, ele é “multum in parvo”
(muito em pouco, ou seja, cão compacto e atarracado), como mostra sua forma
compacta, suas bem ajustadas proporções e sua musculatura rija, mas nunca deve
apresentar patas curtas nem ser magro e pernalta.

  • PROPROÇÕES IMPORTANTES: 

decididamente quadrado e robusto.

  • COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: 

de grande charme, dignidade e inteligência. Equilibrado, feliz e muito disposto.

  • CABEÇA:

 relativamente larga e proporcional ao corpo, redonda, não em forma
de maçã.

  • REGIÃO CRANIANA

Crânio: sem sulcos. Rugas na testa claramente definidas, mas sem exagero.

  • REGIÃO FACIAL

Trufa: preta, com narinas razoavelmente grandes e bem abertas. Narinas apertadas
e rugas sobre a trufa excessivamente pesadas são inaceitáveis e devem ser
severamente penalizadas.
Focinho: relativamente curto, truncado, quadrado, não arrebitado. Olhos ou focinho
nunca devem ser negativamente afetados ou encobertos por rugas excessivas
sobre a trufa.
Maxilares / Dentes: ligeiramente prognata inferior. Mandíbula larga com os incisivos
quase em uma linha reta. Torção de mandíbula, dentes ou língua à mostra são altamente
indesejáveis e devem ser severamente penalizados.

Olhos: escuros, relativamente grandes, de formato redondo, expressão doce e
afetuosa, muito brilhantes e quando o cão está excitado, cheios de fogo. Nunca
salientes, exagerados ou mostrando o branco dos olhos quando olhando para a
frente. Livre de problemas oculares óbvios.
Orelhas: finas, pequenas, macias como veludo preto. Há dois tipos:
• orelha em rosa: pequena, caída, que se dobra para trás e descobre o pavilhão
auditivo externo;
• orelha em botão: caída para frente, a extremidade junto ao crânio, de maneira a
cobrir o orifício da orelha. A preferência é dada à última.

  • PESCOÇO:

 ligeiramente arqueado para se assemelhar a uma crista; forte, grosso,
com suficiente comprimento para portar a cabeça orgulhosamente.

  • TRONCO: 

curto e compacto.
Dorso: linha superior plana; nem selada, nem carpeada.
Peito: largo e com boas costelas. Costelas bem arqueadas e bem voltadas para
trás.

  • CAUDA:

 inserida alta, firmemente enrolada sobre o quadril. Enrolada duplamente é
altamente desejável.

  • MEMBROS

Anteriores
Ombros: bem inclinados.
Antebraços: pernas muito fortes, retas, de comprimento moderado, bem colocadas
debaixo do corpo.
Patas: não tão compridas quanto os “pés de lebre” e nem tão redondas quanto os
“pés de gato”; dedos bem separados; unhas pretas.

Posteriores
Aparência geral: pernas muito fortes, de comprimento moderado, bem debaixo do
corpo, retas e paralelas, quando vistas por trás.

Joelhos: bem angulados.
Patas: não tão compridas quanto os “pés de lebre” e nem tão redondas quanto os
“pés de gato”; dedos bem separados; unhas pretas.

  • MOVIMENTAÇÃO:

 vistas de frente, as pernas anteriores devem se movimentar
bem debaixo dos ombros; as patas bem direcionadas para frente, não virando nem
para dentro nem para fora. Vistas por trás, a ação deve ser igualmente correta. Usa os
anteriores com grande força, colocando-os o mais à frente possível, com os posteriores
se movendo livremente, fazendo um bom uso dos joelhos. Um ligeiro “roll” dos
posteriores é típico dos seus movimentos. Capaz de movimento determinado e
constante.

  • PELAGEM

Pelo: fino, liso, macio, curto e brilhante, nem áspero, nem lanoso.

  • COR: 

prata, abricó, fulvo ou preto. Cada uma claramente definida para fazer um
completo contraste entre as cores, o traço (uma linha preta que se estende do occipital
até a cauda) e a máscara. Marcas claramente definidas. O focinho ou máscara,
orelhas, sinais nas bochechas, marca do polegar ou diamante na testa e o traço
devem ser o mais preto possível.

  • PESO: 

6,3 kgs a 8,1 kgs. Deve ser forte e musculoso, mas substância não deve ser
confundida com sobrepeso.

  • FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como

falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos sobre a saúde e
bem estar do cão.

  • FALTAS DESQUALIFICANTES

• agressividade ou timidez excessiva.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de
comportamento deve ser desqualificado.
NOTA:
• os machos devem apresentar os dois testículos


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